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sexta-feira, 13 de março de 2009

PENSAR O JOGO

Aquando da nossa iniciação, como treinadores, temos a energia "esponja", ou seja, gostamos e queremos obsorver todo o "conhecimento" possivel e aplicar rapidamente nas equipas que treinamos, sem que antes tenhamos a "ousadia" de questionar esse mesmo conhecimento adquirido (aspecto devido à inexperiência) e adaptá-lo à nossa realidade, o que nos cria, muitas das vezes, dúvidas sobre o porquê de nao estarmos a conseguir atingir os objectivos propostos e pensados, anteriormente. Penso ser necessário, sermos audazes e questionarmos o que aprendemos, pois só assim se irá criar novos conhecimentos, conhecimentos esses que nos enriquecerão como treinadores.
Não é uma tarefa fácil, pois, a "criação" de conhecimento supõe um bom suporte argumentativo, que por vezes pode ser desconstruido por terceiros que "te" irão querer "fazer ver" a realidade deles, sem que antes questionem a tua...Por isso recomendo, construam, destruam, voltem a construir, pois só assim terão alicerces sólidos do conhecimento.

Exemplos práticos:

Quantas vezes, o treinador, lê um exercicio muito bom, num livro, e vai aplicá-lo na sua equipa. "Perde" 5 minutos a explicá-lo e durante a sua realização os seus feedbacks são referentes à dinâmica do mesmo e pouco sobre o objectivo do próprio exercicio. Qual a utilidade de um exercicio destes?

A "tradição" manda que o passe deve ser feito com as duas mãos, de forma, picado, peito ou de ombro. Poucos são os que "defendem" o passe a uma mão nos escalões jovens...eu pergunto, qual o passe mais rápido num jogo senão o a uma mão? Observaçãos: Os miudos não tem "mão" para a bola toda... Contra Observação: Nas camadas jovens, são poucos os que tem aspectos morfológicos suficientemente desenvolvidos para suportar a maior parte das técnicas do jogo.

n.r.p. é importante não desligar os conceitos uns dos outros, os vários tipos de passe, o lançamento, o drible etc.

"ACREDITEM NO VOSSO CONHECIMENTO ASSIM COMO NAS VOSSAS CAPACIDADES PARA CRIAR CONHECIMENTO"

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